Acordo numa tarde de chuva muito forte e intensa após uma madrugada incessante de pura endorfina com tudo que um jovem nerd pode querer. E isto inclui uma jogatina de RPG com meus parceiros de aventura e também lendo Fanfics e creepypastas das mais variadas. E variadas mesmo. Uma vez li uma sobre um garoto depressivo e seu terapeuta, que era um maníaco em busca de pessoas vulneráveis. Nossa! Era tão horrível que acho melhor eu não entrar em detalhes.
Pensando em tudo isso, abro os olhos lentamente e me levanto. Espreguicei todo o corpo, forçando os movimentos até escutar um estalo na direita e depois na esquerda. Dois estalos é o suficiente para eu estar pronto e enfrentar o dia, que por acaso já está na metade. De pé, olho pela janela e me deparo com um céu anormalmente escuro, mesmo sendo para um dia chuvoso.... Bom, mesmo assim caminho até a saída do quarto e olho para trás, já no limite entre a porta e o corredor, atento à minha cama. Penso em voz alta:
-Nossa, você sempre foi confortável assim? - foi uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo prazerosa.
Caminho cambaleando pelo corredor e mil pensamentos se passam pela minha cabeça. Se Barbosa não tivesse a armadura de prata poderíamos ter feito grandes conquistas. Espere... Que pensamento tosco como uma armadura de prata poderia mudar algo? Acho que eu deveria me preocupar com outras coisas. Nesse caso, meu destino de ir até a cozinha. Acho que estou imerso numa confusão mental novamente. Minha casa nunca foi tão grande então por que estava demorando muito para chegar na cozinha? Só aí me dou conta que estou parado pensando em pleno corredor e me lembro de continuar a andar. Agora, menos tonto, entro no banheiro e vou em direção a pia, ligando a torneira e escutando o relaxante barulho da água caindo. Eu acho esse som relaxante sim.
Isso me trás boas lembranças da minha infância quando eu e meu avô fazíamos cachoeiras secretas no tanque de lavar roupas e fingíamos que a parte do cano era uma entrada secreta dos soldados de brinquedo para uma base militar. Porém, fazíamos isso sem a vovó estar em casa ou com ela em casa dormindo, o que fazia nossa adrenalina ir de zero à mil em segundos. Se ela nos pegasse era um problemão. Que nem ocorreu uma vez.... Mas não importa, esse é um assunto para outro dia.
Depois de uma nostálgica lembrança, ponho as mãos na água e levanto até meu rosto. Na metade do percurso da pia até a face, pedaços de uma espécie de tecido caem sobre as palmas das minhas mãos. Rapidamente estranho, mas ignoro e então me olho no espelho. Arrependo-me instantaneamente, pois meu rosto está se derretendo completamente. Em um ato total de desespero, tento segurar o que resta, tendo apenas fracasso. As camadas se misturam aos meus dedos fluindo entre eles e, como se não fosse o bastante, para piorar ainda mais, meus olhos se misturam à essa festa de decomposição. Meu desespero me consome e dou um grito silencioso. Escutei um baque surdo nas costas e acordei na cama perfeitamente saudável. Toco suavemente meu rosto para ter certeza que tudo ainda continua ali como sempre foi e respiro aliviado . Levanto-me e percebo que as condições estão exatamente ligadas ao sonho.... Sonho não. Pesadelo... E de tamanha intensidade. Mesmo assim caminho até o banheiro, porém dessa vez bastante apreensivo, e chego no lugar do ápice do pesadelo. Um horrível Déjà Vú percorre meu hipocampo e arrepia a espinha. Respiro fundo, enfio as mãos com tudo na água e fecho os olhos.... Abro-os e nada aconteceu. Senti um alívio gostoso me ocorrer. Agora mais calmo sinto o estômago roncar e vou até a geladeira, abrindo a mesma em seguida. Adivinha o que tem. Exatamente isso! Absolutamente nada comestível... Só uma pilha de recipientes acumulados guardando carnes a ser temperadas e algumas verduras. Ou seja, nada muito chamativo.
-Ah! Vou esperar eles com o jantar. Talvez um yakisoba? - falo comigo mesmo e bebo um copo de água. Deparo-me com um bilhete na geladeira assim que fecho a porta dela. O peguei para ler:
Pensando em tudo isso, abro os olhos lentamente e me levanto. Espreguicei todo o corpo, forçando os movimentos até escutar um estalo na direita e depois na esquerda. Dois estalos é o suficiente para eu estar pronto e enfrentar o dia, que por acaso já está na metade. De pé, olho pela janela e me deparo com um céu anormalmente escuro, mesmo sendo para um dia chuvoso.... Bom, mesmo assim caminho até a saída do quarto e olho para trás, já no limite entre a porta e o corredor, atento à minha cama. Penso em voz alta:
-Nossa, você sempre foi confortável assim? - foi uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo prazerosa.
Caminho cambaleando pelo corredor e mil pensamentos se passam pela minha cabeça. Se Barbosa não tivesse a armadura de prata poderíamos ter feito grandes conquistas. Espere... Que pensamento tosco como uma armadura de prata poderia mudar algo? Acho que eu deveria me preocupar com outras coisas. Nesse caso, meu destino de ir até a cozinha. Acho que estou imerso numa confusão mental novamente. Minha casa nunca foi tão grande então por que estava demorando muito para chegar na cozinha? Só aí me dou conta que estou parado pensando em pleno corredor e me lembro de continuar a andar. Agora, menos tonto, entro no banheiro e vou em direção a pia, ligando a torneira e escutando o relaxante barulho da água caindo. Eu acho esse som relaxante sim.
Isso me trás boas lembranças da minha infância quando eu e meu avô fazíamos cachoeiras secretas no tanque de lavar roupas e fingíamos que a parte do cano era uma entrada secreta dos soldados de brinquedo para uma base militar. Porém, fazíamos isso sem a vovó estar em casa ou com ela em casa dormindo, o que fazia nossa adrenalina ir de zero à mil em segundos. Se ela nos pegasse era um problemão. Que nem ocorreu uma vez.... Mas não importa, esse é um assunto para outro dia.
Depois de uma nostálgica lembrança, ponho as mãos na água e levanto até meu rosto. Na metade do percurso da pia até a face, pedaços de uma espécie de tecido caem sobre as palmas das minhas mãos. Rapidamente estranho, mas ignoro e então me olho no espelho. Arrependo-me instantaneamente, pois meu rosto está se derretendo completamente. Em um ato total de desespero, tento segurar o que resta, tendo apenas fracasso. As camadas se misturam aos meus dedos fluindo entre eles e, como se não fosse o bastante, para piorar ainda mais, meus olhos se misturam à essa festa de decomposição. Meu desespero me consome e dou um grito silencioso. Escutei um baque surdo nas costas e acordei na cama perfeitamente saudável. Toco suavemente meu rosto para ter certeza que tudo ainda continua ali como sempre foi e respiro aliviado . Levanto-me e percebo que as condições estão exatamente ligadas ao sonho.... Sonho não. Pesadelo... E de tamanha intensidade. Mesmo assim caminho até o banheiro, porém dessa vez bastante apreensivo, e chego no lugar do ápice do pesadelo. Um horrível Déjà Vú percorre meu hipocampo e arrepia a espinha. Respiro fundo, enfio as mãos com tudo na água e fecho os olhos.... Abro-os e nada aconteceu. Senti um alívio gostoso me ocorrer. Agora mais calmo sinto o estômago roncar e vou até a geladeira, abrindo a mesma em seguida. Adivinha o que tem. Exatamente isso! Absolutamente nada comestível... Só uma pilha de recipientes acumulados guardando carnes a ser temperadas e algumas verduras. Ou seja, nada muito chamativo.
-Ah! Vou esperar eles com o jantar. Talvez um yakisoba? - falo comigo mesmo e bebo um copo de água. Deparo-me com um bilhete na geladeira assim que fecho a porta dela. O peguei para ler:
"Filho, sua tia Dida piorou no hospital,
portanto eu e seu pai fomos passar um
tempo com ela. Cuide-se meu anjo e
não saia somente por hoje por causa do
temporal. Tem o dinheiro para você pedir
o almoço em baixo do mini-gárgula, beijos
amo você!!"
Sem demora, vejo uma nota de cinquenta reais bem abaixo de uma das criaturas preferidas da coleção do papai. Com um pouco de preguiça para ligar e pedir o almoço, me jogo no sofá e ligo a televisão. Ou pelo menos tento... Se a pilha do controle remoto não estivesse tão fraca eu já teria ligado ela. O pressionei com força e só assim consigo meu objetivo. Vou trocando repetidamente de canal por canal, mas nenhum que obtivesse um sinal. Só haviam trepidações e ruídos na tela. Fico temeroso porque uma vez li sobre fantasmas e espíritos. Na matéria havia depoimentos de cientistas afirmando que certas frequências de som ou imagem ou ambas em conjunto podem abrir portais para outras dimensões, certamente mundos desconhecidos. Ao lembrar disso desligo rapidamente e levanto para pedir o almoço, mas foi aí que as coisas começaram a ficarem estranhas. O bilhete da mamãe não estava mais lá. Fui andando até a cozinha para ver se ele caiu em algum lugar, porém...
portanto eu e seu pai fomos passar um
tempo com ela. Cuide-se meu anjo e
não saia somente por hoje por causa do
temporal. Tem o dinheiro para você pedir
o almoço em baixo do mini-gárgula, beijos
amo você!!"
Sem demora, vejo uma nota de cinquenta reais bem abaixo de uma das criaturas preferidas da coleção do papai. Com um pouco de preguiça para ligar e pedir o almoço, me jogo no sofá e ligo a televisão. Ou pelo menos tento... Se a pilha do controle remoto não estivesse tão fraca eu já teria ligado ela. O pressionei com força e só assim consigo meu objetivo. Vou trocando repetidamente de canal por canal, mas nenhum que obtivesse um sinal. Só haviam trepidações e ruídos na tela. Fico temeroso porque uma vez li sobre fantasmas e espíritos. Na matéria havia depoimentos de cientistas afirmando que certas frequências de som ou imagem ou ambas em conjunto podem abrir portais para outras dimensões, certamente mundos desconhecidos. Ao lembrar disso desligo rapidamente e levanto para pedir o almoço, mas foi aí que as coisas começaram a ficarem estranhas. O bilhete da mamãe não estava mais lá. Fui andando até a cozinha para ver se ele caiu em algum lugar, porém...
Continua na próxima semana!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário