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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Admirável Mundo Latromi-Parte 1




Acordo numa tarde de chuva muito forte e intensa após uma madrugada incessante de pura endorfina com tudo que um jovem nerd pode querer. E isto inclui uma jogatina de RPG com meus parceiros de aventura e também lendo Fanfics e creepypastas das mais variadas. E variadas mesmo. Uma vez li uma sobre um garoto depressivo e seu terapeuta, que era um maníaco em busca de pessoas vulneráveis. Nossa! Era tão horrível que acho melhor eu não entrar em detalhes.

Pensando em tudo isso, abro os olhos lentamente e me levanto. Espreguicei todo o corpo, forçando os movimentos até escutar um estalo na direita e depois na esquerda. Dois estalos é o suficiente para eu estar pronto e enfrentar o dia, que por acaso já está na metade. De pé, olho pela janela e me deparo com um céu anormalmente escuro, mesmo sendo para um dia chuvoso.... Bom, mesmo assim caminho até a saída do quarto e olho para trás, já no limite entre a porta e o corredor, atento à minha cama. Penso em voz alta:

-Nossa, você sempre foi confortável assim? - foi uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo prazerosa.

Caminho cambaleando pelo corredor e mil pensamentos se passam pela minha cabeça. Se Barbosa não tivesse a armadura de prata poderíamos ter feito grandes conquistas. Espere... Que pensamento tosco como uma armadura de prata poderia mudar algo? Acho que eu deveria me preocupar com outras coisas. Nesse caso, meu destino de ir até a cozinha. Acho que estou imerso numa confusão mental novamente. Minha casa nunca foi tão grande então por que estava demorando muito para chegar na cozinha? Só aí me dou conta que estou parado pensando em pleno corredor e me lembro de continuar a andar. Agora, menos tonto, entro no banheiro e vou em direção a pia, ligando a torneira e escutando o relaxante barulho da água caindo. Eu acho esse som relaxante sim.

Isso me trás boas lembranças da minha infância quando eu e meu avô fazíamos cachoeiras secretas no tanque de lavar roupas e fingíamos que a parte do cano era uma entrada secreta dos soldados de brinquedo para uma base militar. Porém, fazíamos isso sem a vovó estar em casa ou com ela em casa dormindo, o que fazia nossa adrenalina ir de zero à mil em segundos. Se ela nos pegasse era um problemão. Que nem ocorreu uma vez.... Mas não importa, esse é um assunto para outro dia.

Depois de uma nostálgica lembrança, ponho as mãos na água e levanto até meu rosto. Na metade do percurso da pia até a face, pedaços de uma espécie de tecido caem sobre as palmas das minhas mãos. Rapidamente estranho, mas ignoro e então me olho no espelho. Arrependo-me instantaneamente, pois meu rosto está se derretendo completamente. Em um ato total de desespero, tento segurar o que resta, tendo apenas fracasso. As camadas se misturam aos meus dedos fluindo entre eles e, como se não fosse o bastante, para piorar ainda mais, meus olhos se misturam à essa festa de decomposição. Meu desespero me consome e dou um grito silencioso. Escutei um baque surdo nas costas e acordei na cama perfeitamente saudável. Toco suavemente meu rosto para ter certeza que tudo ainda continua ali como sempre foi e respiro aliviado  . Levanto-me e percebo que as condições estão exatamente ligadas ao sonho.... Sonho não. Pesadelo... E de tamanha intensidade. Mesmo assim caminho até o banheiro, porém dessa vez bastante apreensivo, e chego no lugar do ápice do pesadelo. Um horrível Déjà Vú percorre meu hipocampo e arrepia a espinha. Respiro fundo, enfio as mãos com tudo na água e fecho os olhos.... Abro-os e nada aconteceu. Senti um alívio gostoso me ocorrer. Agora mais calmo sinto o estômago roncar e vou até a geladeira, abrindo a mesma em seguida. Adivinha o que tem. Exatamente isso! Absolutamente nada comestível... Só uma pilha de recipientes acumulados guardando carnes a ser temperadas e algumas verduras. Ou seja, nada muito chamativo.

-Ah! Vou esperar eles com o jantar. Talvez um yakisoba? - falo comigo mesmo e bebo um copo de água. Deparo-me com um bilhete na geladeira assim que fecho a porta dela. O peguei para ler:

"Filho, sua tia Dida piorou no hospital,
portanto eu e seu pai fomos passar um
tempo com ela. Cuide-se meu anjo e
não saia somente por hoje por causa do
temporal. Tem o dinheiro para você pedir
o almoço em baixo do mini-gárgula, beijos
amo você!!"

Sem demora, vejo uma nota de cinquenta reais bem abaixo de uma das criaturas preferidas da coleção do papai. Com um pouco de preguiça para ligar e pedir o almoço, me jogo no sofá e ligo a televisão. Ou pelo menos tento... Se a pilha do controle remoto não estivesse tão fraca eu já teria ligado ela. O pressionei com força e só assim consigo meu objetivo. Vou trocando repetidamente de canal por canal, mas nenhum que obtivesse um sinal. Só haviam trepidações e ruídos na tela. Fico temeroso porque uma vez li sobre fantasmas e espíritos. Na matéria havia depoimentos de cientistas afirmando que certas frequências de som ou imagem ou ambas em conjunto podem abrir portais para outras dimensões, certamente mundos desconhecidos. Ao lembrar disso desligo rapidamente e levanto para pedir o almoço, mas foi aí que as coisas começaram a ficarem estranhas. O bilhete da mamãe não estava mais lá. Fui andando até a cozinha para ver se ele caiu em algum lugar, porém...

Continua na próxima semana!!   

 

Meu Irmão Desapareceu !

Acho que devo começar dizendo meu nome. Me chamo Anna, tenho 17 anos e levava uma vida normal até hoje de manhã.
Lembro que assistimos um filme em família ontem e logo depois meus pais e meu irmão foram dormir. Ainda fiquei um tempo acordada conversando com alguns amigos pelo skype. Tenho certeza que tudo estava fechado e todos estavam dormindo quando me deitei. Isso foi por volta das 23 horas.
Quando levantei pela manhã (com meus pais gritando ao telefone, falando com a polícia) não encontramos nenhum sinal do meu irmão. A não ser por essas anotações que estavam abertas no seu laptop caído no chão do seu quarto:


  "Certo...São 3 da manhã e estou trancado no meu quarto. Algo está batendo na porta ritmicamente. Não bate com muita força, de modo que o barulho é ameno. Sinceramente não acho que seja algo bom. Cada batida só aumenta a agonia. Quase como se...isso tivesse apenas se divertindo com o meu medo. Não sei por que mas tenho a sensação de que essa coisa poderia derrubar a porta sem muito esforço.
  
   Eu moro com meus pais no 6 andar de um edifício com 10. São 3 quartos 2 ficam próximos a sala de estar, e o último (meu quarto, que tanto pedi pra ser o mais afastado da doida da minha irmã)fica no fim de um longo corredor. Não pode ser um ladrão, nenhum ser humano seria capaz de subir tão alto e invadir pela janela a não ser que usasse equipamento de hapel. A porta de entrada é fechada com um alarme, e se for aberta sem desligar o equipamento, um som bipado extremamente alto, toca  até que a senha de acesso seja digitada.
  
  Estou suando. Cada músculo do meu corpo pede pra me afastar da porta, tudo o que eu queria era me esconder embaixo da cama até que isso parasse. Mas não vai parar, eu sei que não vai. Preciso saber o que está batendo, preciso provar pra mim mesmo que não é nada. O que poderia ser ? Qual é, fantasmas não existem. Eu vou rir de mim mesmo amanhã, pelo quão idiota estou parecendo. Haha tendo medo do vento...É deve ser isso...só o vento...preciso olhar  "

Isso foi última coisa que encontramos dele. Sem pistas ou rastro de qualquer coisa. Ele simplesmente sumiu.

Você que está lendo isso, se ouvir algo estranho no seu quarto apenas fique quieto. Não abra a porta. Pela sua segurança.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Fraqueza

Imaginem um mundo sem fraqueza, sem nada e ninguém temível..

Será mesmo que um mundo dessa forma pode existir?

Atualmente, pessoas não se importam em pisar nas outras, não se preocupam com consequências
de suas atitudes. Temos então a seguinte condição:

Fraqueza em um mundo semelhante ao nosso é um mito de gerações passadas assim como Zeus e o Olimpo é para nós. Então estudiosos se reúnem arduamente e pesquisam profundamente para obter respostas sobre seus antepassados, esses que supostamente viviam em harmonia com este sentimento de fragilidade, mas hoje não uma certeza absoluta se realmente existiu tal sentimento.

Porém segundos depois da pesquisa começar, os cientistas não conseguem mais trabalhar pois chegam a um impasse e nenhum deles quer liderar a equipe, mas ao mesmo tempo todos se voluntariam para ser o líder, iniciando assim um ciclo interminável e uma batalha sem vencedores mas
sem perdedores também.

Dessa luta somente poderá sair dois resultados possíveis, uma batalha infinita ou a morte dos que lutam, devido ao ser humano não possuir imortalidade e ter limites em muitos aspectos. Então se não há como haver uma batalha infinita e incessante, só resta a segunda opção, isto é,
A morte..

Sem fraqueza o caos seria plantado por toda a humanidade e sem restrições de setores a atingir, porque a competição é um ato natural e humano. Então sem esse sentimento a raça humana seria completamente extinta.
Moral da história- Respeite os mais fracos, pois sem eles você não existiria... 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Não tenha medo...

Pra que tanto medo ? 

As crianças de hoje em dia não dormem mais sozinhas sem um abajur ligado ou a luz acesa. Isso quando não decidem ir dormir com os pais ou irmãos.

Essa geração que não sabe o que é ficar acordado até tarde contando histórias assombradas em volta de uma fogueira. 

E esses adolescentes? Ha! Se tornaram sedentários. Tudo o que fazem é ficar em frente a essas telas, sem correr riscos reais.

Cadê a diversão? A adrenalina de desafiar o desconhecido, de procurar por onde não se é permitido. Você ! É...Você mesmo que está lendo isso. 

Posso ver seus olhos brilhando com a luminosidade da tela. Já sentiu medo ? Ah, eu garanto que já sentiu. Seu cheiro...posso sentir a fraqueza humana impregnada na sua alma. Seu cabelo parece interessante jovem. Você mesmo escolheu o corte ? Humm...Vamos deixar de papo não é, afinal já faz um tempo que não pego alguém assim tão desprevenido. Que tal você me conhecer ? Não não, não se preocupe. Não precisa vir até mim. 

Estou bem atrás de você.

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