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domingo, 12 de junho de 2016

Admirável Mundo Latromi-Parte 2

Começo a procurar o bilhete por todos os lugares, mas não encontro de forma alguma. Estranhamente, mas familiar, consigo conversar com minha mente normalmente como se fosse outra pessoa e então ela diz:

-Deixa esse bilhete para lá, deve ter caído debaixo de algum móvel ai!

-Verdade...

Eu concordo e logo esqueço do bilhete. Sem poder assistir televisão, começa a bater a fome e sem demora pego o telefone com tanta rapidez que ele dá uma leve escorregada mas consigo recuperar sem derrubar. Tento ligar incontáveis vezes para o restaurante e desisto de comer yakisoba. Tento ligar para outros agora, e nada de sinal no celular. Sento-me no sofá e encaro a televisão e minha mente diz:

-Sem tv e sem comida, o que sobra para fazer e comer?

-Para comer eu vou esperar meus pais. Já para fazer, vou ler meu livro de herbologia.. - respondo e vou fazer o que pretendo.

Deleitado em páginas e páginas começo a não conseguir me concentrar na leitura com tanta fome importunando-me. Após uma hora ininterrupta, quase sete da noite, já não aguento e coloco um biscoito goela à baixo.
Passam-se mais vinte minutos e agora não penso somente na fome, que a essa altura não estava me perturbando tanto, mas sim se algo aconteceu com meus pais. Meus pensamentos são interrompidos repentinamente pelo toque do celular. Estranho, pois estava sem sinal. Atendo mesmo assim e.... Meu rosto começa a ficar pálido. A voz no telefone era da minha tia que estava no hospital à beira da morte e como estava tão animada ignoro e a respondo:

-Tia, você está bem?

-Claro meu bebê, por que não estaria? - fiquei sem forças pra responder. - Venha aqui na frente de casa que vou lhe pegar para irmos no shopping!!

-Certo, vou só me trocar.

Suando frio, não consigo mais segurar o aparelho e vou depositando sobre a mesa ficando sem forças. A chamada ainda estava ativa mas eu não... Vou até o quarto para me trocar e no caminho tropeço em um pé cinza. Quando olho para cima vejo eu mesmo de uma forma mais sadia e forte, porém com um tom cinza-claro de pele:

-Prazer, sou sua mente, estávamos conversando agora pouco..

-É eu lembro, mas você não tinha forma nenhuma. Principalmente humana!

-Estou aqui porque você precisou de ajuda não?

-Eu não pedi nenhuma ajuda!

-Certeza? Então como você acha que não desmaiou quando soube da sua tia agora pouco? Eu segurei você mentalmente garoto. - ele deu uma pausa. Talvez esperando para que eu voltasse a mim. - Dei uma forcinha para seu cérebro. Ah! Quanto a cor estranha, não se assuste. É devido a cor da sua própria massa encefálica. Posso ter a forma do que quiser, porém assumi esta por ser a única que eu conseguia ver dentro da sua cabeça. Aqui fora é tão interessante não? - subitamente retomo os movimentos e me mexo. Mesmo ajoelhado, vou levantando aos poucos e olho para minha mente e ela diz:

-Alguém está vindo. Não tenho permissão para deixar outros me verem. - simplesmente ela se transforma em partículas e mistura-se ao ar, indo embora...

De repente vejo o retrato dos meus pais se esvaindo em partículas exatamente como a minha mente, mas estranhamente só os meus pais estavam desaparecendo porque a foto continuava intacta... A porta abre e rapidamente me viro para olhar quem chegava. Era minha tia, exatamente como ela não poderia ser, estava com um aspecto jovial e saudável . Quando seus olhos fitaram os meus a confusão mental que eu sentia só piorou e então subitamente apago....

Continua na próxima semana!!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Minha querida Violet!



Estou sozinha aqui, em frente à esta casa. 
Consigo ouvir os passarinhos lá fora implorando minha saída e o gato preto ao meu lado me encara com pesar em seus olhos amarelos. 
Uma menina pediu minha visita. 
Ela quer brincar comigo, mas eu estou receosa quanto a isso. Por que será? Eu não sei... Sinto que é meu dever ver essa menina, saber como ela está e porque me trouxe aqui novamente. Foi esse o motivo de eu me perder, ter encontrado essa casa quase abandonada e ter entrado sozinha? Talvez... Esse lugar de alguma forma me dá nojo, mas prosseguir. 
A cada passo nessa casa eu vejo a sombra dessa garota e todos os cômodos desse lugar, que de tão grande parece mais um castelo para mim agora, parecem querer que eu me afaste, que eu fique longe. Ou eles querem simplesmente me matar? Digo isso por haver monstros e enigmas que por um passo falso meu, me levaria à morte. Tudo e todos os móveis parecem ter vida própria e talvez querem me devorar até não sobrar nem meus ossos. O gato ao meu lado, esqueci de dizer, mas ele fala. Talvez seja minha sanidade esvaindo ou esse gato é amaldiçoado assim como todas as coisas neste castelo. A cada sucesso meu para o quarto da garota o gato implorava minha desistência. 
Mas eu... Desistir agora? Já cheguei tão longe... Quero saber o motivo por ter me levado até aqui. Eu já estava perto e o gato há muito já havia desistido de me fazer sair. O único lugar bonito desse castelo enorme é o jardim, mas precisei ter que matar as rosas para passar, elas eram lindas e até mesmo gentis comigo. 
Esse lugar parece-me familiar, mas algo está diferente, ou quase tudo. 

Cheguei finalmente ao seu quarto. Minhas dúvidas acabariam. Observei aquele quarto tão familiar para mim e então a garota apareceu. Foi então que minhas dúvidas  cessaram, aquela pobre e infeliz garota veio se arrastando até mim. Pensei que ela havia achado alguma solução para aquilo, mas só me decepcionei. Seus olhos, que agora são meros buracos em sua face, me encaravam com as mesmas expressões de antigamente. Eu corri? Claro que sim. Ela queria me matar... Disso eu sabia. Consegui sair, quase sem ar de tanto correr, e ela veio atrás de mim. 
Mesmo com aquela doença dilacerando seu corpo ela acompanhou meu ritmo, mas meu pai já havia me encontrado naquela floresta. Meu pai? Tenho direito de chamá-lo assim? Olhei para a garota ao meu chão, eu sabia que aquele era seu fim. Sorri para ela, mas não um sorriso angelical, foi um sorriso demoníaco. A vi chorar sangue. Ah, minha querida Violet, seu corpo é muito bonito. Eu amo escovar seus cachos do cabelo como se fossem meus e viver com seu pai como se fosse meu pai. Essa doença em meu corpo me prendia à casa e você, idiota como é, acreditou nas palavras dessa bruxa que lhe disse para emprestar seu corpo só para eu experimentar um mundo longe dessa doença, mas eu estou com seu corpo agora e não pense que eu vou te devolver. Isso seria a última coisa que eu faria. Ela entendeu tudo o que eu quis dizer apenas com esse sorriso, deve ser por isso que chorou sangue. Ou era por causa da doença do meu antigo corpo? Não sei e isso pouco me importa. Eu deveria dizer alguma palavra de conforto à ela, mas seu próprio pai a matou com uma espingarda por achar que eu estava em perigo e que ela era a bruxa. Eu sou Helena, a bruxa, e ela Violet, mas para ele eu sempre serei Violet, sua querida e preciosa Violet.

Colaboradora- Paloma Adolfo
Jogo da fanfic- The witch's house..

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Admirável Mundo Latromi-Parte 1




Acordo numa tarde de chuva muito forte e intensa após uma madrugada incessante de pura endorfina com tudo que um jovem nerd pode querer. E isto inclui uma jogatina de RPG com meus parceiros de aventura e também lendo Fanfics e creepypastas das mais variadas. E variadas mesmo. Uma vez li uma sobre um garoto depressivo e seu terapeuta, que era um maníaco em busca de pessoas vulneráveis. Nossa! Era tão horrível que acho melhor eu não entrar em detalhes.

Pensando em tudo isso, abro os olhos lentamente e me levanto. Espreguicei todo o corpo, forçando os movimentos até escutar um estalo na direita e depois na esquerda. Dois estalos é o suficiente para eu estar pronto e enfrentar o dia, que por acaso já está na metade. De pé, olho pela janela e me deparo com um céu anormalmente escuro, mesmo sendo para um dia chuvoso.... Bom, mesmo assim caminho até a saída do quarto e olho para trás, já no limite entre a porta e o corredor, atento à minha cama. Penso em voz alta:

-Nossa, você sempre foi confortável assim? - foi uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo prazerosa.

Caminho cambaleando pelo corredor e mil pensamentos se passam pela minha cabeça. Se Barbosa não tivesse a armadura de prata poderíamos ter feito grandes conquistas. Espere... Que pensamento tosco como uma armadura de prata poderia mudar algo? Acho que eu deveria me preocupar com outras coisas. Nesse caso, meu destino de ir até a cozinha. Acho que estou imerso numa confusão mental novamente. Minha casa nunca foi tão grande então por que estava demorando muito para chegar na cozinha? Só aí me dou conta que estou parado pensando em pleno corredor e me lembro de continuar a andar. Agora, menos tonto, entro no banheiro e vou em direção a pia, ligando a torneira e escutando o relaxante barulho da água caindo. Eu acho esse som relaxante sim.

Isso me trás boas lembranças da minha infância quando eu e meu avô fazíamos cachoeiras secretas no tanque de lavar roupas e fingíamos que a parte do cano era uma entrada secreta dos soldados de brinquedo para uma base militar. Porém, fazíamos isso sem a vovó estar em casa ou com ela em casa dormindo, o que fazia nossa adrenalina ir de zero à mil em segundos. Se ela nos pegasse era um problemão. Que nem ocorreu uma vez.... Mas não importa, esse é um assunto para outro dia.

Depois de uma nostálgica lembrança, ponho as mãos na água e levanto até meu rosto. Na metade do percurso da pia até a face, pedaços de uma espécie de tecido caem sobre as palmas das minhas mãos. Rapidamente estranho, mas ignoro e então me olho no espelho. Arrependo-me instantaneamente, pois meu rosto está se derretendo completamente. Em um ato total de desespero, tento segurar o que resta, tendo apenas fracasso. As camadas se misturam aos meus dedos fluindo entre eles e, como se não fosse o bastante, para piorar ainda mais, meus olhos se misturam à essa festa de decomposição. Meu desespero me consome e dou um grito silencioso. Escutei um baque surdo nas costas e acordei na cama perfeitamente saudável. Toco suavemente meu rosto para ter certeza que tudo ainda continua ali como sempre foi e respiro aliviado  . Levanto-me e percebo que as condições estão exatamente ligadas ao sonho.... Sonho não. Pesadelo... E de tamanha intensidade. Mesmo assim caminho até o banheiro, porém dessa vez bastante apreensivo, e chego no lugar do ápice do pesadelo. Um horrível Déjà Vú percorre meu hipocampo e arrepia a espinha. Respiro fundo, enfio as mãos com tudo na água e fecho os olhos.... Abro-os e nada aconteceu. Senti um alívio gostoso me ocorrer. Agora mais calmo sinto o estômago roncar e vou até a geladeira, abrindo a mesma em seguida. Adivinha o que tem. Exatamente isso! Absolutamente nada comestível... Só uma pilha de recipientes acumulados guardando carnes a ser temperadas e algumas verduras. Ou seja, nada muito chamativo.

-Ah! Vou esperar eles com o jantar. Talvez um yakisoba? - falo comigo mesmo e bebo um copo de água. Deparo-me com um bilhete na geladeira assim que fecho a porta dela. O peguei para ler:

"Filho, sua tia Dida piorou no hospital,
portanto eu e seu pai fomos passar um
tempo com ela. Cuide-se meu anjo e
não saia somente por hoje por causa do
temporal. Tem o dinheiro para você pedir
o almoço em baixo do mini-gárgula, beijos
amo você!!"

Sem demora, vejo uma nota de cinquenta reais bem abaixo de uma das criaturas preferidas da coleção do papai. Com um pouco de preguiça para ligar e pedir o almoço, me jogo no sofá e ligo a televisão. Ou pelo menos tento... Se a pilha do controle remoto não estivesse tão fraca eu já teria ligado ela. O pressionei com força e só assim consigo meu objetivo. Vou trocando repetidamente de canal por canal, mas nenhum que obtivesse um sinal. Só haviam trepidações e ruídos na tela. Fico temeroso porque uma vez li sobre fantasmas e espíritos. Na matéria havia depoimentos de cientistas afirmando que certas frequências de som ou imagem ou ambas em conjunto podem abrir portais para outras dimensões, certamente mundos desconhecidos. Ao lembrar disso desligo rapidamente e levanto para pedir o almoço, mas foi aí que as coisas começaram a ficarem estranhas. O bilhete da mamãe não estava mais lá. Fui andando até a cozinha para ver se ele caiu em algum lugar, porém...

Continua na próxima semana!!   

 

Meu Irmão Desapareceu !

Acho que devo começar dizendo meu nome. Me chamo Anna, tenho 17 anos e levava uma vida normal até hoje de manhã.
Lembro que assistimos um filme em família ontem e logo depois meus pais e meu irmão foram dormir. Ainda fiquei um tempo acordada conversando com alguns amigos pelo skype. Tenho certeza que tudo estava fechado e todos estavam dormindo quando me deitei. Isso foi por volta das 23 horas.
Quando levantei pela manhã (com meus pais gritando ao telefone, falando com a polícia) não encontramos nenhum sinal do meu irmão. A não ser por essas anotações que estavam abertas no seu laptop caído no chão do seu quarto:


  "Certo...São 3 da manhã e estou trancado no meu quarto. Algo está batendo na porta ritmicamente. Não bate com muita força, de modo que o barulho é ameno. Sinceramente não acho que seja algo bom. Cada batida só aumenta a agonia. Quase como se...isso tivesse apenas se divertindo com o meu medo. Não sei por que mas tenho a sensação de que essa coisa poderia derrubar a porta sem muito esforço.
  
   Eu moro com meus pais no 6 andar de um edifício com 10. São 3 quartos 2 ficam próximos a sala de estar, e o último (meu quarto, que tanto pedi pra ser o mais afastado da doida da minha irmã)fica no fim de um longo corredor. Não pode ser um ladrão, nenhum ser humano seria capaz de subir tão alto e invadir pela janela a não ser que usasse equipamento de hapel. A porta de entrada é fechada com um alarme, e se for aberta sem desligar o equipamento, um som bipado extremamente alto, toca  até que a senha de acesso seja digitada.
  
  Estou suando. Cada músculo do meu corpo pede pra me afastar da porta, tudo o que eu queria era me esconder embaixo da cama até que isso parasse. Mas não vai parar, eu sei que não vai. Preciso saber o que está batendo, preciso provar pra mim mesmo que não é nada. O que poderia ser ? Qual é, fantasmas não existem. Eu vou rir de mim mesmo amanhã, pelo quão idiota estou parecendo. Haha tendo medo do vento...É deve ser isso...só o vento...preciso olhar  "

Isso foi última coisa que encontramos dele. Sem pistas ou rastro de qualquer coisa. Ele simplesmente sumiu.

Você que está lendo isso, se ouvir algo estranho no seu quarto apenas fique quieto. Não abra a porta. Pela sua segurança.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Fraqueza

Imaginem um mundo sem fraqueza, sem nada e ninguém temível..

Será mesmo que um mundo dessa forma pode existir?

Atualmente, pessoas não se importam em pisar nas outras, não se preocupam com consequências
de suas atitudes. Temos então a seguinte condição:

Fraqueza em um mundo semelhante ao nosso é um mito de gerações passadas assim como Zeus e o Olimpo é para nós. Então estudiosos se reúnem arduamente e pesquisam profundamente para obter respostas sobre seus antepassados, esses que supostamente viviam em harmonia com este sentimento de fragilidade, mas hoje não uma certeza absoluta se realmente existiu tal sentimento.

Porém segundos depois da pesquisa começar, os cientistas não conseguem mais trabalhar pois chegam a um impasse e nenhum deles quer liderar a equipe, mas ao mesmo tempo todos se voluntariam para ser o líder, iniciando assim um ciclo interminável e uma batalha sem vencedores mas
sem perdedores também.

Dessa luta somente poderá sair dois resultados possíveis, uma batalha infinita ou a morte dos que lutam, devido ao ser humano não possuir imortalidade e ter limites em muitos aspectos. Então se não há como haver uma batalha infinita e incessante, só resta a segunda opção, isto é,
A morte..

Sem fraqueza o caos seria plantado por toda a humanidade e sem restrições de setores a atingir, porque a competição é um ato natural e humano. Então sem esse sentimento a raça humana seria completamente extinta.
Moral da história- Respeite os mais fracos, pois sem eles você não existiria... 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Não tenha medo...

Pra que tanto medo ? 

As crianças de hoje em dia não dormem mais sozinhas sem um abajur ligado ou a luz acesa. Isso quando não decidem ir dormir com os pais ou irmãos.

Essa geração que não sabe o que é ficar acordado até tarde contando histórias assombradas em volta de uma fogueira. 

E esses adolescentes? Ha! Se tornaram sedentários. Tudo o que fazem é ficar em frente a essas telas, sem correr riscos reais.

Cadê a diversão? A adrenalina de desafiar o desconhecido, de procurar por onde não se é permitido. Você ! É...Você mesmo que está lendo isso. 

Posso ver seus olhos brilhando com a luminosidade da tela. Já sentiu medo ? Ah, eu garanto que já sentiu. Seu cheiro...posso sentir a fraqueza humana impregnada na sua alma. Seu cabelo parece interessante jovem. Você mesmo escolheu o corte ? Humm...Vamos deixar de papo não é, afinal já faz um tempo que não pego alguém assim tão desprevenido. Que tal você me conhecer ? Não não, não se preocupe. Não precisa vir até mim. 

Estou bem atrás de você.

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